REPERCUSSÃO
VIOLÊNCIA: HOMEM É MORTO A TIROS EM SANTA RITA
06/06/2026
gptv.com.br
MICROEMPREENDEDORAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA TERÃO CRÉDITO ESPECIAL

Microempresárias do setor de turismo que tenham sido vítimas de violência doméstica ou de gênero agora contam com condições especiais para a gestão de seus financiamentos obtidos junto ao Fundo Geral de Turismo (Fungetur). O Ministério do Turismo anunciou a possibilidade de suspensão temporária dos pagamentos por até seis meses, além da ampliação dos prazos de carência e amortização. A medida tem como objetivo central oferecer suporte econômico e proteção a essas empreendedoras, garantindo a estabilidade necessária para a preservação de seus negócios durante períodos de crise pessoal.

As novas regras operacionais permitem uma reestruturação do cronograma de pagamentos. Para investimentos em capital fixo, o prazo de amortização foi estendido para 246 meses, com carência de 66 meses. No caso de financiamento de bens, a amortização passa a ser de 126 meses com carência de 54 meses. Já para operações de capital de giro isolado, o limite de amortização atinge 126 meses, enquanto a carência foi ampliada para 30 meses. Essas condições estendem-se tanto a novos contratos quanto àqueles que já se encontram em fase de amortização.

Para acessar esses benefícios, a solicitante deve comprovar a situação de violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial, conforme os critérios estabelecidos pela Lei Maria da Penha. A apresentação de documentação oficial, como medidas protetivas, decisões judiciais ou boletins de ocorrência, é um requisito obrigatório para a concessão da revisão das condições de crédito. O procedimento visa assegurar que o auxílio chegue de forma correta a quem necessita, garantindo a transparência e a legalidade na operação do fundo.

A iniciativa atua como uma salvaguarda para o mercado de trabalho e para a autonomia financeira das mulheres. Considerando que mais de 10 milhões de mulheres lideram negócios no Brasil, o governo estima que a violência de gênero compromete gravemente a gestão, a geração de renda e a sustentabilidade das empresas. Ao reduzir o impacto econômico imediato, o Ministério do Turismo busca não apenas fortalecer a permanência dessas empreendedoras no mercado, mas também assegurar a manutenção dos empregos e a continuidade das atividades no setor turístico nacional.


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