AGENTES DA POLÍCIA PRESOS TENTARAM FICAR COM PARTE DE DINHEIRO DO DELEGADO
A Operação Perfidus, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba, desmantelou uma organização criminosa composta por policiais e integrantes de facções, que desviava drogas apreendidas após operações para revendê-las ilegalmente. O delegado Braz Morroni, apontado como o chefe do grupo devido à sua posição hierárquica, utilizava sua autoridade para oferecer proteção institucional aos subordinados, além de cobrar agilidade na arrecadação de valores provenientes das vendas de entorpecentes realizadas a prazo.
Dentro do esquema, os investigadores Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como "Mão Branca", tentaram contornar a autoridade do delegado. Em dezembro de 2025, Everton planejou omitir do superior o lucro de uma venda de R$ 18 mil, com a intenção de reter a cota que seria destinada a Morroni e reinvesti-la no próprio tráfico. No entanto, o plano fracassou, pois, 22 dias após a transação, o delegado compareceu pessoalmente à delegacia para exigir sua parte, demonstrando o controle rígido que exercia sobre os valores ilícitos.
A investigação, que resultou na prisão de nove pessoas no dia 2 de junho de 2026, fundamentou-se em provas robustas que incluem interceptações telefônicas e o rastreamento de transferências financeiras. Os registros indicam que o delegado recebia repasses constantes dos investigadores, consolidando o envolvimento direto da cúpula policial na manutenção e no lucro do comércio de drogas desviadas das operações oficiais da corporação.